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Vereador, esposa e assessor são presos por suspeita de envolvimento na morte de Ezinho Construção

Delegado conta detalhes da prisão de suspeitos de envolvimento em morte de vereador A Polícia Civil prendeu nesta quarta-feira (3) três suspeitos de envolvim...

Vereador, esposa e assessor são presos por suspeita de envolvimento na morte de Ezinho Construção
Vereador, esposa e assessor são presos por suspeita de envolvimento na morte de Ezinho Construção (Foto: Reprodução)

Delegado conta detalhes da prisão de suspeitos de envolvimento em morte de vereador A Polícia Civil prendeu nesta quarta-feira (3) três suspeitos de envolvimento no assassinato do ex-vereador de Alagoinha, no Agreste de Pernambuco, Ezio Galindo Cordeiro, conhecido como “Ezinho Construção” (PODE). Entre os presos estão o vereador Marcos André dos Santos, conhecido como Marcos de Esmeralda (PODE), a esposa dele, Roseni Patricia de Moraes, e Ruben Nelson Alves de Oliveira. O crime aconteceu em abril de 2025 e o inquérito está na fase final de conclusão. Segundo a investigação, o vereador Marcos de Esmeralda é apontado como possível mandante do homicídio. A principal hipótese da Polícia Civil é a de que o vereador teria encomendado a morte de Ezinho para assumir uma vaga na Câmara Municipal de Alagoinha. Marcos nega envolvimento no crime. ✅ Receba as notícias do g1 Caruaru e região no seu WhatsApp “A hipótese com que nós trabalhamos é que ele tenha mandado matar Ezinho para assumir o cargo de vereador em Alagoinha. Ezinho era vereador e ele era o primeiro suplente”, afirmou o delegado Walkis Pacheco, responsável pela investigação. Vereador Ezio Galindo Cordeiro, conhecido como Ezinho Construção, foi assassinado em agosto de 2025 Reprodução De acordo com o delegado, a prisão de Marcos e da esposa dele não ocorreu por participação direta na execução do homicídio, mas por supostas interferências no andamento das investigações. “Quanto a Marcos e a mulher dele, eles apresentavam comportamentos no decorrer das investigações que acabaram por obstaculizar, acabaram por interferir com o correto andamento das investigações”, disse. Segundo a Polícia Civil, um dos episódios investigados ocorreu após o cumprimento de mandados de busca e apreensão. Conforme o delegado, o celular de Roseni não foi localizado durante a operação e, dias depois, ela e o marido registraram um boletim de ocorrência informando que o aparelho havia sido roubado. “Poucos dias depois desse cumprimento dessa busca, eles foram registrar, tanto Marcos quanto a Rosenir, um boletim de roubo de celular e a gente, ao investigar isso, não encontramos evidência nenhuma de que teria havido qualquer roubo”, afirmou Walkis. Ainda segundo o delegado, a apuração levantou suspeitas de que a comunicação do suposto roubo poderia ter o objetivo de ocultar informações relevantes para o inquérito. “Isso aí já levantou suspeita de que o indivíduo estava tentando haver um possível mascaramento quanto a evidências que pudessem ser de importância para a gente”, declarou. A Polícia Civil também apura outros fatos que, segundo o delegado, indicariam tentativas de influenciar ou dificultar a investigação. “Houve outros fatos que ainda estão em investigação, fatos de grave natureza também, que demonstram em certa medida a vontade em direcionar as investigações da polícia”, afirmou. Sobre Roseni Patricia, o delegado informou que ela não é investigada por participação direta no assassinato de Ezinho. “A esposa dele não tem participação no homicídio de Ezinho. O que ocorre é o seguinte: ela, com o comportamento dela nesse caso do celular e em outros casos que ainda estão em investigação, agiu de maneira a dificultar, a obstaculizar ou a querer guiar os rumos da investigação por mais de uma vez”, disse. Participação do assessor Já Ruben Nelson Alves de Oliveira é apontado pela investigação como o responsável por intermediar a contratação do homem que executou o crime. Segundo o delegado, testemunhas relataram que ele comentava sobre trazer uma pessoa de fora do estado para matar a vítima. “Quanto ao Ruben, que nós temos nos autos a prova de que ele, segundo a gente levantou por testemunha, estava dizendo de trazer alguém de São Paulo para matar a vítima”, afirmou. De acordo com o delegado, os elementos reunidos até o momento indicam que Ruben atuou como intermediador da execução do homicídio. “Nós conseguimos essa mesma prova e determinamos até o momento que ele agenciou a pessoa que iria matar”, declarou. Relembre o caso Vereador foi morto a tiros em Alagoinha no Agreste de Pernambuco. Agreste Violento Ezio Galindo Cordeiro, conhecido como Ezinho Construção, foi morto a tiros na manhã de 26 de abril de 2025, em Alagoinha. Segundo a investigação, ele havia acabado de sair de um armazém de sua propriedade quando foi abordado por criminosos. “Ele tinha acabado de sair de um armazém que ele é dono, foi resolver algumas coisas nesse negócio dele e, assim que ele saiu, foi parado em via pública, foi mandado descer da motocicleta e foi alvejado com um disparo de arma de fogo”, relatou o delegado. O vereador chegou a ser socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e transferido para o Hospital da Restauração, no Recife, mas não resistiu aos ferimentos. Empresário e filiado ao Podemos, Ezinho tinha 48 anos e exercia o primeiro mandato como vereador, conquistado nas eleições municipais de 2024. Em agosto de 2025, uma operação da Polícia Civil já havia cumprido mandados de busca e apreensão contra investigados no caso, resultando na apreensão de armas, munições e aparelhos celulares. As investigações seguem em andamento.